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Prepare-se para travar sua lingua tentando ler o nome deste mangá da JBC que será analisado, o Blood Blockade Battlefront.

Apesar do nome impronunciável por quem estiver comendo uma boa farofa, BBB ou Kekkai Sensen (como irei chama-lo e que é o nome japones original e sabe-se lá porque a editora japonesa optou por um nome internacional que só gringo consegue errar menos ao pronunciar, e não chamo de BBB porque acho ofensivo!!) é um mangá que não é estranho somente no nome, mas em tudo! E isso é melhor do que imagina!

 

SPOILERS IN BLUE

A três anos, a cidade de Nova York foi destruída e em apenas uma noite ela foi reconstruida e agora chamada de Hellsalem’s Lot, uma cidade que abriga humanos e criaturas do “outro mundo” e que “convivem” como se nada tivesse acontecido, mesmo acontecendo loucuras inimagináveis o tempo todo. Leonardo Watch é um fotografo que está na cidade e precisa descobrir a origem de possuir o chamado “Olho de deus” e que é capaz de enxergar coisas que nem humanos e nem “não humanos normais” são capaz de enxergar. Com isso acaba se envolvendo com a Libra, um grupo formado de pessoas que lutam para equilibrar o mundo humano e o mundo sobrenatural que podem acabar sendo aqueles quem o ajudarão a descobrir sobre seus olhos, enquanto participa das mais variadas e perigosas missões.

Apesar de não parecer, Leonardo é um dos protagonistas da série, mas nem por isso os demais tem pouco destaque. Podemos entender que a história é contada de certo modo de seu ponto de vista. Mas outros personagens possuem destaque, em especial a Klaus Von Reinherz (o educado lider com cara de fera serlvagem) e Zapp Renfro, ao menos nos dois primeiros volumes, algo até comum em séries como Fairy Tail.

 

Apesar do resumo central da história parecer normal, Kekkai Sensen é bizarro. É do tipo mangas como One Piece onde a lógica mesmo usada em seu mundo não tem logica, mas neste caso, Kekkai foge mais ainda da logica, mas mantendo um clima meio que diferente de mangas de “grupos”. Apesar de ser uma historia bizzarra, não é do mesmo tipo de bizarrice de Ageha, mas sem duvida não é uma historia pra se levar a serio como One Piece ou Ageha e sim para se divertir apenas. A historia é estranha, os traços são estranhos, mas conseguem lhe cativar com facilidade, o contrario de Knights of Sidonia, que é estranho e não cativa com a mesma facilidade (e é bem menos estranho). E para um manga de 10 volumers (do que chamam de parte 1), as histórias não parecem se prender tanto ao mistério de Leonardo e sim ao mundo bizzarro mas rico de Kekkai Sensen que mistura monstros e mafia.

 

Por conter essa mistura, nem sempre o mangá fica cheio de pancadaria, mas a ação é obvia, mesmo em uma mortal partida de prosfair, uma espécie de xadrez que não se prende a nos explicar suas regras, mas que mostra ação e tensão em um mundo mafioso. As pancadarias ocorrem, uma pena que os traços as vezes confundem, ficando mais claros na animação do que no mangá, assim como em Sidonia. E por falar em sidonia, do qual reclamei da falta de expressão dos personagens, em Kekkai Sensen isso até sobra, mas claro que muito disso é a alta dose de comédia que exige expressões mais exageradas e que combinam com o clima exagerado do mangá. Os traços contribuem no geral pro exagero da série. Não tem como dizer que é bonito, mas combina com a historia conforme a leitura flui. Apesar dos traços parecerem “datados”, a velha resposta “e dai?” retruca o suficiente pois funciona bem pra série.

00Um dos detalhes da obra que pode chamar a atenção e em especial para os Cristãos é o uso de simbolos cristãos como a Cruz e sangue. Para quem se preocupa se esses simbolos serem usados de modo ofensivo, pode ficar tranquilo, ao menos nos 2 volumes iniciais e não há nenhuma menção religiosa usada de modo direto ou ofensivo (é mais fácil considerar Eden mais ofensivo, e ele nem tem simbolos!) e percebe-se que a razão deste simbolos será por cause dos Blood Breeders, Vampiros que ainda darão muito problema para a Libra. E todos sabemos que é normal Cruzes e vampiros numa mesma historia, portanto o uso é provavelmente mais para manter o clichê.

Blood Blockade Battlefront pode não ser perfeito e ser exagerado, mas consegue divertir bastante! Sem exageros!!