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Depois de Love Hina, poucos mangas de comedia romântica conseguiram se destacar da mesma forma, mas um deles consegui manter sua essência e destaque e este é To Love-Ru.

Considerado um dos melhores ecchis da shonen jump e lançado no Brasil pelo selo Ink Comics da JBC, essa é a nova aposta no gênero do editor Marcelo Del Greco após mangas como Ikkitousen, Yakuza Girl e Queen’s Blade em seu período na Nova Sampa.

Spoilers in Blue:
Lala Satarin Deviluke é a princesa herdeira do planeta Deviluke, onde seu pai, o rei, domina toda a galáxia e pensando em seu sucessor, arranja vários casamentos para Lala, ato que a forca a fugir do planeta e acaba parando na terra, mais exatamente na banheira de Yuuki Rito, um garoto completamente apaixonado por sua colega de classe Sairenji Haruna e que sempre falhou em se declarar para ela pelo seu extremo nervosismo referente a garotas. O encontro de Rito e Lala é seguido de varias confusões, desde os perseguidores dela (que vão desde lacaios de seu reino a bizarros pretendentes) a até mesmo criações malucas que Lala usa, deixando Rito cada vez mais enrolado.

To Love-Ru é um manga harém, estilo esse que normalmente é de comedia romântica com ecchi e assim como Love Hina, é bem nonsense e não é feito para se levar a serio, mas é apenas para se divertir e situações divertidas são comuns nesse manga (não tão nonsense como Ageha) Apesar de ser considerado uma “comedia romântica”, mesmo o lance de romance não é algo a se levar a serio nesta serie que de certa maneira é shonen, ou seja, mais voltado para meninos, o que faz com que a preferencia na história seja mais pela comedia e o ecchi do que o romance em si, ou seja, passa muito longe de certos romances melosos de shoujo.

O traço de Kentaro Yabuki ao mesmo tempo que funciona perfeitamente com o clima descompromissado e divertido só manga, mostra que ele entende bem de ecchi. Por mais que o manga não tenha uma história profunda, as cenas de ecchi, apesar de varias, não chegam a serem gratuitas como em Yakuza Girl e fazem “sentido” na história, mas cenas de nudez frontal ocorrem com certa freqüência.

A versão nacional saiu em uma qualidade aceitável para o momento de crise no pais, apesar do papel ser bem mais escuro comparado a Queen’s Blade por exemplo, mas ao menos ninguém reclamara de transparências. Há alguns mínimos erros de ortografia, mas algo “passavel” se você não for um chato. xD. A unica coisa realmente chata na versão nacional é em um quadro onde os balões de dialogo foram 001xinvertidos.

Mesmo mangas de harém terem coisas em comum como protagonistas masculinos “fracos” para o padrão brasileiro de “pegador”, mas essa é uma característica que normalmente faz um mangar do gênero harém funcionar. Mas tente não comparar os protagonistas de Love Hina e To Love-Ru, assim como as garotas, digamos que tudo consegue ser mais extremo em vários sentidos, mas é garantido que se você gosta de Love Hina, vai gostar de To Love-Ru.

To Love-Ru é uma serie é composta inicialmente de 18 volumes, tempo esse pra sabermos se a segunda parte: To Love-Ru Darkness poderá vir também, mas esse já extrapola o ecchi e beira o hentai e se o ecchi nesta parte for demais pra você, nem pense na Darkness.