Quando a Nova Sampa resolveu voltar a publicar mangás, pelo seu histórico antigo meio “Paninimesco” de cancelar mangas, era obvio que dificilmente não seria um mangá tão grandioso. Na época, Marcelo Del Greco (hoje na Ink/JBC) foi o responsável pelo revival da editora entre os mangás. A questão é que é sabido que Del Greco tem um gosto peculiar pra escolher mangas e Yakuza Girl reflete isso.

Antes de falar sobre o quê são essas peculiaridades, vamos falar da “história”:

SPOILERS IN BLUE:

Fuhimiro Sengu é um jovem rapaz da cidadezinha do interior que teve como pedido de sua avó – sua unica familia – a que tenha a chance de ver o rosto de seu bisneto antes de morrer. Sengu não tinha alternativas senão ir para outra cidade para procurar uma noiva e decidiu procurar no colegio de elite a qual foi transferido. Ao ser apresentado a classe, repara que os alunos possuem tatuagens, o que o deixa intrigado e sem entender os motivos, foi escolhido pela professora como representante da turma e foi encubido de localizar a aluna Semimaru Akari. Sengu localiza Akari em uma cachoeira e ao contempla-la como ela veio ao mundo, sem pestanejar pede a moça em noivado.

Akari foge e Sengu fica achando que ela o odeia, mas não teve muito tempo para lamentar pois em seguida a professora anuncia a “prova da morte“, onde os alunos que sobreviverem são os aprovados. Sengu fica perplexo ao ver as mortes entre alunos e descobre que faz parte do “bando da chacina dos energumenos” e que cada aluno faz parte de um bando rival.

Tudo fica mais bizarro ainda quando Sengu descobre que as tatuagens não são simples marcações dos alunos, pois elas são chamados na verdade de Shikigei e possuem consciencia própria. Com o despertar do Shikigei, o Ninkyoryoku (“O poder Cavalheiresco”) dá ao usuário poderes variados, poderes estes que podem fazer mudar até a constituição fisica e se transformando em monstros e todos os que possuem esse poder são considerados da Yakuza. Akari, por ordens superiores acaba protegendo Sengu, sendo que ela não possui Shikigei, dependendo do uso de uma Katana especial que a permite combater os inimigos.

Lendo esse pequeno resumo – que pode talvez interessar a alguns – saiba que se achou meio bizarro, não faz ideia de quão bizarro Yakuza Girl consegue ser nos seus dois volumes. Peculiaridades como gore (violencia extrema) e cenas Ecchi carregadíssimas (com cenas praticamente de Hentai no segundo volume) fazem parte desse mangá que pega todos os clichês basicos e mistura tudo no liquidificador.

 

A questão dos traços, eles são bons e ruins. Bons porque lembram Gurren Lagann e as mulheres são bem trabalhadas em suas cenas de ecchi ( ͡° ͜ʖ ͡°), o problema é que as cenas de ação – que são muitas e freneticas – são bem complicadas de entender na maioria dos casos. Na verdade até as cenas mais lentas são meio que complexas de entender em certos pontos devido a historia ter aquele clima de ter sido feita na correria e espremida para caber em dois volumes.

Yakuza Girl possui boas ideias, você até consegue entender o sentido geral da história, mesmo com muita coisa não fazendo o menor sentido. Poderia ter sido ao menos um mangá genérico legal se não tivesse tantas peculiaridades extremistas que pouca gente conseguiria gostar e não fosse tão corrido a ponto de não dar muito tempo do leitor se afeiçoar aos protagonistas. E não, não é porque você goste muito de Ikktousen ou o vindouro To Love-ru pela Ink/JBC – ambos por MDG – que você conseguirá gostar de Yakuza Girl com facilidade.