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Dizem que as grandes descobertas foram feitas por acaso. Em torno disso podemos ver que uma grande descoberta ocorreu por acaso em Steins;Gate…ou será que não?

Steins;Gate (SG) foi recente lançado pela JBC em um mangá de 3 volumes e que é razoavelmente famoso entre os fãs da serie que nasceu como um Visual Novel para o Xbox 360 e depois ganhou versões para o PC, PSP e mangás, animes. A primeira vez que ouvi falar de Steins;Gate foi ao assistir o anime Robotics;Notes, um anime muito bom, mas que é ligado a uma das linhas temporais de Steins;Gate e não trata do mesmo tema de viagens no tempo e nem tem o mesmo estilo cômico que este mangá tem.

SPOILERS:

Em Akibahara, uma famosa cidade japonesa muito conhecida pela cultura otaku, Rintarõ Okabe (Okarin), que se intitula o “mad scientist maluco” (louco cientista maluco – é, eu sei que é redundante) acredita estar sendo perseguido pela “organização”. Ao participar de um evento sobre viagens no tempo, Okarin encontra a garota prodígio Kirusu Makise, reconhecida por sua mente brilhante. Okarin descobre minutos depois que tarde que Kirusu foi morta a facadas no evento e após mandar uma mensagem via celular para seu amigo e assistente Itaru Hashida (Daru), percebe que Akibahara de repente estava vazia, quando tinha pessoas a poucos segundos atras.

Atordoado, retorna para o laboratório com Mayuri Shiina (Mayushii), questiona Daru sobre a mensagem, mas Daru diz ter recebido a mensagem a uma semana atras, deixando Okarin mais grilado. Resolve voltar a sua experiência com o microondas do qual projetou para funcionar com o comando do celular e ao fazer uma experiência com uma banana retirada de um cacho, a banana some do micro e reaparece no cacho, mas de forma gelatinosa. Kirusu aparece viva no laboratório e juntos investigam o mistério que os leva a crer em viagens no tempo e vários fatos levam a descobrir isso.

Seguindo o tema de Viagens no tempo de Ageha e Omega Complex, SG leva o tema de modo totalmente oposto as mencionadas series. Enquanto Omega Complex tentava explicar de modo complexo (quando resolvia explicar) misturado a batalhas Shonen que contrastava com o tema e Ageha não tentava explicar nada ficando só na zueira nonsense, SG dos três é o título mais “pé no chão” por assim dizer, contando sua historia de modo a não ser complexo demais como Omega Complex e tendo humor sem ser louco como em Ageha, sendo mais “possível” a nossa realidade. Existem várias referencias a acontecimentos “reais” como a menção ao LHC criado pela CERN (aqui chamado de SERN) e a lenda urbana de Jhon Titor, um suposto viajante do tempo.

Steins;GateLogo na contra-capa inicial, o responsável pela adaptação do manga – Sarachi Yomi – tinha dito que o mangá seria corrido (o que me preocupou a principio) mas sem ter tido contato com a obra original ou anime, não senti nenhuma correria ao menos no volume 01. Talvez originalmente tenha mais detalhes que foram omitidos, talvez não. Talvez o que deixe a sensação de “corrido” seja os traços. Lembra um pouco (bem pouco) de Gurren Lagann, mas é menos caprichado e em alguns quadros a Kirusu parece ter a cabeça com um formato que não combina com o cabelo.

Por ser apenas o volume 01, Steins;Gate pareceu ser um mangá “ok” e que fãs da franquia talvez apreciem mais. Não é um título ruim e o final do volume dá a entender que as coisas ficarão mais agitadas e talvez empolguem mais. Veremos.