Infelizmente não sou dono de editora, porque senão faria com que reimpressão de mangas fosse algo comum. Ao menos alguns foram reimpressos, como Bakuman e o primeiro Volume de Fairy Tail.

Lançado pela JBC a alguns anos e com mais de 40 volumes, em 2015 a editora republicou o antes rarissimo volume 01 de Fairy Tail para a alegria de que desejavam colecionar toda a obra de Hiro Mashima, o mesmo autor de Rave Master. E ao contrario de Bakuman, Fairy Tail não foi para as bancas, apenas lojas especializadas, o que é uma pena.

Tecnicamente falando, esta reimpressão do volume 01 de Fairy Tail possui um papel no mesmo padrão das ultimas edições, já que com o tempo o papel foi melhorando (os primeiros eram daquela qualidade horrivel que a JBC usava antigamente), mas não parece melhor do que o papel usado na reimpressão dos quatro priemeiros volumes de Bakuman, o que é uma pena.

No volume 01 temos a história de como Lucy, uma feiticeira celestial conhece Natsu, um caçador de Dragões (Dragon Slayer) quando um sujeito usa o nome de Salamander para conquistar garotas e seqüestralas. Natsu assim que resolve a parada, leva Lucy para entrar na Fairy Tail, a guilda da qual pertence e conhece outros personagens já bem conhecidos pelos fãs como Gray, Mirajane e o mestre Makarov.

Mesmo percebendo o quão louca é a Fairy Tail devido as brigas internas, Lucy percebe o quanto são amistosos e entra para a guilda. Lucy, Natsu e Happy (o gato voador) partem em busca de Macao, um dos companheiros da guilda que estava desaparecido. Após o resgate bem sucedido, Natsu propõe a Lucy que os mesmos formem uma equipe para sempre trabalharem juntos e juntos partiram pra próxima missão, que não será nada fácil pra Lucy.

Pra quem não conhece Fairy Tail, esse é o típico manga Shonen que tem tudo o que a demografia tem de ter. Muita ação, aventura, comedia e belas garotas. O volume 01 é como um volume introdutório, pois muita coisa melhora com o tempo, desde os arcos, as comedias e até a adição de um ecchi moderado (que não tira o foco da história e só é usado em situações cômicas).

Fairy Tail é um mangá que trouxe consigo algumas polemicas, não pela história em sí, mas em alguns detalhes. A arte lembra um pouco a One Piece e como os piratas surgiram antes mesmo de Rave Master (Serie anterior a Fairy Tail) é de se imaginar que OP tenha servido de inspiração de Hiro que com o tempo consegue deixar seu traço mais diferenciado do de Eiichiro Oda. Confesso que na época que eu lia mangas online com freqüência antes de colecionar, eu não li Fairy Tail pela besteira de achar que a serie era uma copia de One Piece. Com o tempo eu resolvi ver ler o manga e percebi o quão errado estava em desmerecer uma serie por ter traços semelhantes.

Outra ” polemica” é em relação a versão nacional do manga. O dublador Guilherme Briggs foi o responsável pela tradução do mangá no inicio (mas parou faz tempo). A questão é que ele não traduziu do japonês para o português e sim da versão americana, o que não seria ruim se a versão americana fosse igual a japonesa (o que não sei se é), mas sim do uso de gírias e termos não contidos na versão original. Particularmente não considerei que essas coisas matassem a história, mas concordo que foram desnecessárias já que elas não foram pra compensar termos que só fazem sentido pra Japoneses e só “abrasileirou” a tradução, como ocorre normalmente em dublagens brasileiras (e que só xiitas reclamam disso). Há menção até de 00Cavaleiros do Zodiaco que não existe no original. Não vou discutir se é certo ou errado isso, mas declaro considerar uma extrema frescura não acompanharem mangas por casos assim (coisa que parece estar ocorrendo com Magi devido alguns nomes e termos estarem adaptados diferente do original, porém os motivos são outros que não cabe discutir nessa resenha). Se a história não perde o sentido, é o que importa.

Enquanto o volume um de Fairy Tail não é o suficiente para demonstrar tudo o que a serie ira oferecer com tempo, é uma serie Shonen que não é conhecida por ser uma das mais vendidas da Kodansha a toa.