Muita gente começou a ler mangas graças aos animes. Meu caso não foi diferente e devo isso ao saudoso canal Animax, comprado pela Sony e transformado num lixo “aborrescente” até ser fechado. Um desses animes que assisti e que conferi posteriormente em mangá é D.N.A.2.

Lançado em 2009 pela JBC e sendo criado por Masakazu Katsura (Video Girl AI, Zetman), DNA2 (não confundir com D.N.Angel, também lançado pela JBC) conta a história de que no futuro, uma super população é um grave problema que força ao governo Japonês a dar pena de morte para quem tiver mais de um filho. Esse problema ocorre devido aos chamados mega-playboys, garotos com a capacidade de seduzir qualquer garota e cada um deles acabam as engravidando, gerando 100 filhos cada, que por sua vez se tornam mega-playboys, mantendo esse ciclo.


Como solução, o governo resolve mandar ao passado a agente Karin Aoi (não, não é parente dos Aoi de Freezing) que tem como missão evitar que Juta Momonari se torne o primeiro Mega-playboy. Por sua vez, Juta é o extremo oposto do mega-playboy, tímido e sem auto-confiança além de sofrer uma alergia inacreditável: ele vomita se for exposto demais a mulheres bonitas.

Não precisa ter duvidas sobre Juta, ele é definitivamente hétero, Mas só de ver revistas pornô ele “desaba”. Sonha muito em conseguir ter uma namorada, mas sua alergia e falta de confiança o impede. A única garota com que Juta consegue ficar próximo numa boa é Ami, amiga de infância da qual Juta a considera praticamente como homem e a única garota imune ao Mega-playboy.

Mesmo Karin desacreditando que Juta poderia se tornar o mega-playboy, prossegue sua missão atirando em Juta com uma bala que deveria desativar o DNA de mega-playboy. Mas Karin usou uma bala errada e acabou por acelerar o processo de ativação do DNA do mega-playboy, mas de modo instável. Agora Karin tenta impedir que o mega-playboy faça algum desastre com Tomoko, uma linda garota que provocava o fracassado Juta, mas que agora se apaixonou por ele. O plano é fazer com que Ami e Juta fiquem juntos para impedir que o mega-playboy se ative. Só que o plano vive dando errado, com o fato de Juta ter se apaixonado por Karin e pelas interferências de Ryuuji Sugashita, ex-namorado de Tomoko que quer reconquista-lá e vingar-se de Juta.

Enquanto os traços são obviamente retro, Katsura utiliza-se de um estilo peculiar. Lembra muito o estilo de Akira Toryama e na época do anime, eu achava que D.N.A 2 era do mesmo autor de Dragon Ball, principalmente devido ao desing de Juta ser muito semelhante a um Super Sayajin (principalmente quando Juta se torna um Mega-playboy “overpowered”. Apesar da semelhança, Katsura e Akira são bons amigos e o visual de juta pode ser considerado como uma homenagem.

Apesar das semelhanças, Katsura tem um estilo próprio e em artes coloridas é onde vemos como o traço é superior, mesclando uma arte semi-realista com mangá. Não chega a ser realista como em Vagabond, mas é uma arte peculiarmente bonita, principalmente em meninas.

00Falando em meninas, notoriamente deve ser dito que o mangá contem ecchi. É um pouco mais ousado do que no anime, mas não é usado de modo nonsense por falta de história, digamos que é um “ecchi necessário” devido a natureza da história. Por ser um mangá com grande foco em comedia, o ecchi é usado principalmente em momentos para o sofrimento de Juta. Não chega a ser como em Queen’s Blade que as cenas ecchi são mais nonsense. Mas D.N.A 2 não deixa de ter uma dose de apelo e já nas primeiras páginas pode “assustar” o leitor desprotegido. Mas como tinha classificação etaria de 14 anos e pra época que tinha sido lançado, pode ter certeza que é uma leitura “leve” e divertida.