Dos animes que marcaram minha infância, um deles foi as Guerreiras Magicas de Rayearth junto a vários outros que foram exibidos no SBT como Fly, Dragon Ball etc. Ao saber que a JBC relançaria a versão mangá no Brasil, tive por obrigação colecionar a serie.

Criada pelo grupo CLAMP em 1995, anteriormente ao já resenhado Angelic Layer, Rayearth é um Mahou Shoujo (uma demografia relativa a garotas magicas em geral como Sailor Moon e Puella Magi Madoka Magica) e um dos detalhes que diferenciam Rayearth aos demais de sua demografia é o uso de elementos de RPGs e Mechas (robôs gigantes).

Hiraku Shido, Umi Ryuzaki e Fuu Ho-oji são as protagonistas de Rayearth, para quem acompanhou o anime, percebe que os nomes estão diferentes. Pois bem, os nomes do anime em sua versão brasileira tinham sido alterados na época, sendo estes os nomes originais. O trio foi magicamente transportado da torre de Tokyo, onde estavam realizando uma excursão escolar e pasmem não se conheciam por serem de turmas diferentes e foram parar nos céus de Cefiro, um mundo fantástico totalmente diferente da terra. Lá elas conhecem o guru Clef que lhes informa de que as mesmas foram escolhidas para serem as garotas magicas e de que as mesmas deverão ressuscitar os mashins (os mechas) para salvar a princesa Emeraude de Zagato, o sumo sacerdote que a seqüestrou e que com o auxilio de seus subordinados, lutam para que as guerreiras magicas não a encontrem.
Guerreiras mágicas de Rayearth

O mangá que conta com 6 volumes é dividido em 2 fases, sendo a primeira terminada de forma dramática e a segunda expandindo a quantidade de “vilões” que desejam invadir Cefiro, cada um com seus objetivos, sendo desta vez que as garotas magicas não foram invocadas de Tokyo pela princesa Emeraude como da primeira vez e sim chegaram a Cefiro e lutam por ela por sua própria escolha. Mesmo com todo drama e ação que a historia propõe, a comédia estilo CLAMP está presente como sempre, auliado pela sempre sorridente Mokona, um ser com orelhas de coelho que apesar de não falar (em 5 dos 6 volumes) é extremamente importante para a saga.

É notório que a versão do mangá difere do anime, já que a animação possui mais conteúdo e personagens inexistentes no mangá, que por sinal é bem mais curto. Apesar de ser considerado também como Seinen, também é considerado Shoujo e Rayearth só se encaixa mais nessa demografia mais devido ao traço característico da Guerreiras Mágicas de RayearthCLAMP onde a maioria de suas obras são Shoujo e ter um bom foco nas emoções. Mas Rayeath não tem alguns defeitos comuns a demografia como quadrinização e história truncada. Toda a história percorre de maneira a fornecer uma história tranqüila de ler. A parte mais negativa de Rayearth infelizmente é na parte da ação, nem sempre dá para entender os combates, apesar de serem bem desenhados, mas não é algo tão ruim de entender como os combates de seu companheiro de demografia, a serie Puella Magi.

Dentre as obras da CLAMP que possuo até o momento, Guerreiras Magicas de Rayearth é um de meus favoritos juntamente a Angelic Layer, porém sendo superior em quase tudo e quem é fã do estilo das “velhas senhoras” não pode deixar de ter essa divertida obra em sua coleção.