Depois de um volume 01 denso e violento, o volume final de All You Need Is Kill complementa a história de uma maneira inesperada em todos os sentidos.

No volume anterior, o foco da história era em Keiji que tinha se prendido ao loop temporal e de como tinha se tornado uma maquina de matar. No volume dois temos agora o ponto de vista da guerreira Rita Vrataski e de como ela se tornou a guerreira que influenciou Keiji. Se no primeiro volume tínhamos mais ação e violência, com muito gore e tripas expostas, no volume dois as violência extrema é bem amenizada e se torna muito mais dramático.

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O modo de como Rita entrou no exercito poderia ser previsto já que acompanhamos Rita desde mais jovem e detalhe que esse não é seu verdadeiro nome, por isso não estranhe as faixas pretas nos diálogos em sua infância e o motivo dela ter adotado esse nome justifica a impressão que eu tinha de que os japoneses colocaram um nome Russo numa americana do mesmo modo que personagens brasileiros ganham nomes espanhóis em historias estrangeiras.

Após entrar no exercito, Rita entra no Loop e diferente de Keiji, acaba descobrindo como sair do loop e acaba por ganhar fama de “Valquiria-deusa da guerra” por ser a única capaz de enfrentar os mimetizadores. Temos a história de Rita a até aproximadamente metade do volume. Depois temos a interação de Rita e Keiji que revela que esta preso ao Loop e com o auxilio de Rita, tentam juntos usar do mesmo plano para que Keiji saia do loop, executando o plano perfeitamente, mas não escapando do loop mesmo assim.

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Keiji ao retornar do loop e encontrar novamente com Rita acabou tirando o dia com ela, conversando e se divertindo com ela de modo que os dois se sentissem bem como não se sentiam a muito All You Need Is Killtempo, percebendo que os dois se tornavam como um só e juntos lutavam mais uma vez, acabando com o loop de uma vez. O problema é que depois de tudo, um drama extremamente inesperado ocorre e essa situação é necessária para acabar com o loop.

No final All You Need Is Kill termina de uma maneira triste. O volume dois acaba sendo mais dramático que o anterior, não sendo dramático como shoujos, mas tendo um romance Light e um final que apesar de dar esperanças a terra e até ser aberto a seqüências, termina triste, mas que consegue explicar bem todos os porquês da história e assegurar como mais uma obra essencial para qualquer leitor de mangá.