Nos velhos e bons tempos do Animax, meu anime favorito é o talvez mais nonsense de que já vi em exibição no Brasil, o Excel Saga, onde nada era previsível. Enquanto infelizmente a versão mangá nunca deu as caras por aqui, um dos mangas do autor Koushi Rikudou foi recentemente lançado no Brasil pela JBC, o igualmente nonsense Ageha – Efeito Borboleta.

Motoki Tateha, um adolescente apaixonado por sua linda namorada, Ageha Nami, estão para ter sua primeira relação, porém Ageha é morta antes de que suas intenções se concluam. Motoki conhece uma misteriosa e sensual mulher que insanamente explica que o destino dos dois termina com a morte de Ageha se Motoki “puxar o gatilho“, mas que ele pode “recomeçar” para um período antes da morte de Ageha, mas o aconselha a aceitar a morte de Ageha. Relutante em aceitar a morte da amada, Motoki faz de tudo para encontrar uma realidade onde ele e Ageha possam viver seu amor juntos.

Ageha

Apesar dessa pequena descrição, a impressão que dá é que Ageha seja uma espécie de All You Need is Kill e apesar de uma pequena semelhança na essência, são mangás completamente diferentes. Ageha não leva nada a serio. Apesar de uma capa interna totalmente ecchi, há poucas cenas relativamente ecchi em comparação com Queen’s Blade por exemplo, apesar de serem cenas bem mais picantes e ocorrem mais é muitas insinuações durante o manga. Durante as primeiras paginas, os diálogos são tão quebrados e nonsense que me preocupei de que o mangá como um todo ser quebrado e soar forçado, mas felizmente após algumas paginas a condução dos diálogos se normalizou e a loucura do mangá não se tornou forçada, apesar de tudo, fornecendo uma boa dose de divertidas loucuras, não deixando nada previsível.

Ageha

Em questão dos traços, Ageha possui traços que encaixam perfeitamente na proposta insana do mangá. Desde detalhados a extremamente simples, todo visual colabora com a loucura que a história louca e sofrida da “vida” de Motoki em tentar se dar bem e salvar Ageha em situações completamente inesperadas e sem sentido para ocorrerem, variando entre o simples ato de ir para a escola em uma longinqua viagem no deserto, ilhas desertas, um professor extremamente sádico, colegas de classe estranhas e referências aos video games.

AgehaNo quesito físico do mangá, as paginas internas coloridas seriam, aliadas ao aumento do dolar, a razão para o mangá custar R$14,90. Apesar de caro, a história aliada ao mangá ser em 2 volumes compensa o preço, claro, pra quem gosta de historias bizarras mas engraçadas. O único fato que pode se considerar erro na tradução ou não, já que não sei se é original do mangá ou erro de tradução onde diz: “Eu e Ageha somos amigos de infância… Eu a vi a primeira vez no ano passado. ” Isso na primeira pagina da história, num mesmo quadro narrativo! Se é nonsense da história ou erro, não tenho certeza.

Extremamente recomendável para fãs de comedia e principalmente para quem assistiu e curtia Excel Saga, Ageha – Efeito Borboleta é uma ótima pedida para quem quer ler algo divertido e diferente.