Quando se pensa em mangá ou anime de esporte, a tendência é de pensar que os mesmos são chatos. Claro que é questão de gosto pessoal, mas series como The Prince of Tennis e Baby Steps são exemplos que apesar de se manterem, não me agradam em nada por serem extremamente chatos. Então, como Kuroko no Basket conseguiu ser diferente e ser sucesso?

Existem vários fatores para isso. Bem antes do mangá ser lançado no Brasil pela Panini, o anime já fazia sucesso entre os otakus e sempre foi super recomendado. Mas devido minha natural aversão a historias de esporte, só vim a conhecer a serie na época de lançamento do mangá. Devido ao alvoroço dos fãs no dia de lancamento dele e de se me lembro bem, todas as suas edições terem esgotado no evento de lançamento, resolvi ler o primeiro capitulo online e de cara fui conquistado pela história e personagens e como o mangá foi lançado nacionalmente e não em fases, acabei adquirindo o primeiro volume.

Kuroko no Basket
De inicio, temos a situação em que o clube de basquete da escola Seirin estava convocando novos participantes. Toda a situação de como os novatos Kagami Taiga – um jogador enorme e que exala ferocidade – e Tetsuya Kuroko – o protagonista “invisível” se registram no clube já foi o estopim para ver que a história não seria chata e que boas doses de humor ocorreriam pela serie.

O fato de que o primeiro volume de Kuroko no Basket (KNB) me conquistou foi que a história não era enfadonha e que varias situações divertidas ocorriam, além de mostrar as habilidades impressionantes de Kagami, que seria equivalente a um jogador da NBA e de Kuroko, que deixa a história mais “fantasiosa”, mas sem super-poderes, além do fato de Kuroko ser o extremo oposto do esperado de um protagonista. Você não consegue notar se ele esta feliz ou triste, ele não é do tipo “caldo chato”, mas o tipo que você se simpatiza com ele devido a sua “invisibilidade”, além de jogadas incríveis, gerar situações engraçadas com freqüência.
Kuroko no Basket

Kuroko foi o 6 jogador da chamada “geração de milagres” do colegio Teiko, um time praticamente invencível onde todos os seus principais jogadores tinham habilidades especiais. Mas com o tempo, os jogadores se tornaram individualistas e não jogavam mais como time, fazendo com que Kuroko se separasse do time, que no final acabou se dividindo, cada um indo para escola diferentes e o objetivo de Kuroko, que se considera como uma “sombra” oferece seu apoio para que Kagami seja a luz do time e que derrotem a geração de milagres (ou geração milagrosa).

Durante os volumes (analisados aqui até o volume 7), o time de Seirin enfrente 3 dos outros 5 jogadores da geração milagrosa. Primeiro a Ryōta Kise do colégio Kaijō, um jogador-modelo capaz de copiar os movimentos de qualquer jogador e que o time de Seirin só foi capaz de vencer devido Kise não ser capaz de prever e copiar os movimentos de Kuroko. Depois do colegio Shutoku, o supersticioso e convencido Midorima, que se dedica a apenas a jogar de acordo com o horóscopo e que consegue fazer cestas de qualquer lugar da quadra e finalmente a Aomine, do colégio Toou, o jogador mais forte da geração de milagres.

Kuroko no Basket
Posso afirmar que do volume 1 ao 5, KNB foi uma verdadeira montanha russa em questão de prender a minha atenção e confesso que tive vontade de droppar a serie durante esses volumes. O primeiro foi equilibrado entre comedia, basquete e o foco no time da Seirin sem ser nas quadras, mesmo focando no basquete. Do 2 em diante o foco fica mais nas partidas de basquete, diminuindo o foco na comedia e nos personagens. Ok, é um mangá de basquete e se supõem que o foco principal seja isso mesmo, mas o problema não são os jogos em sí, todos os jogos são bem estruturados para um mangá, o problema é que as demais partes ficam em menor escala e os jogos, não só com os da geração milagrosa, mas com outros times também, são todos praticamente em seqüências, deixando o foco quase só no basquete e diminuindo consideravelmente o humor e o cotidiano que equilibravam a historia. E no período de desafio contra Midorima é o período que o mangá fica menos interessante e o que me fez continuar seguindo foi o fato do mangaká Tadatoshi Fujimaki ter deixado ganchos no final do volume que me fez curioso ao extremo pra saber como a situação se concluiria.

Kuroko No Baskeu
A partir do volume 5 que o mangá volta a ser interessante, quando o time enfrente a escola Toou de Aomine (que só o enfrenta mesmo no volume 6) onde as coisas ficaram mais instigantes e mesmo o jogo começou a se tornar mais emocionante comparado aos outros e apos ele, o foco nos personagens Acabou retornando, principalmente no volume 7, onde não há jogos, mas treinos físicos e reforço psicológico aos jogadores, ou seja, mais foco nos personagens, além do bom humor que retornou depois de um volume 6 emocionante, mas trágico. E temos um “novo velho” integrante ao Seirin, o jogador Teppei Kiyoshi, o fundador do clube de basquete da Seirin que estava afastado por estar internado, mas que é temido e respeitado pelos veteranos do colégio Shutoku.
Kuroko no Basket
No que podemos dizer sobre o traço, de inicio ele é bem simples mas que funciona bem com o mangá. Não é realista como Slam Dunk, mas KNB não é um mangá de basquete realista, o que justifica sua simplicidade. Mas a partir do volume 7 é notável um pequeno aprimoramento nos personagens.

Kuroko no BasketKuroko no Basket apesar de seus altos e baixos é um mangá legal. Depois de tudo, resolvi assistir ao anime que por sinal é muito bom e possui pouquíssimas diferenças (a adição antecipada do mascote, o cãozinho “nº 2” que será adicionado no mangá mais pra frente e baseado no que vi no final da primeira temporada do anime, o volume 8 em diante promete estar imperdível e o mangá no geral promete chegar a um outro nível, principalmente nos jogos.