O grupo de mangakas CLAMP é bem conhecido por criar varias obras que se tornaram clássicas. RG Veda, Guerreiras mágicas de Rayearth e vários outras obras se tornaram o referencial para que a CLAMP se tornasse sinônimo de mangas de qualidade.

Só que apenas um nome de fama não significa que todas as obras serão reconhecidas, sejam elas boas ou ruins. E no caso da CLAMP, uma de suas obras não tão reconhecidas pelo publico é Angélic Layer, que foi lançado pela JBC no Brasil em 2005 em cinco volumes.

Angelic LayerQuem conhece o traço da CLAMP, reconhece o estilo característico dele, com traços suaves e detalhados ao mesmo tempo na maioria das obras, característica comum desde RG Veda que é de 89. Já Angelic Layer que é de 99 é uma das obras mais simplistas da CLAMP, mais simples do que Cardcaptor Sakura, que é de 96.

Alguns podem reclamar dessa simplicidade de Angelic Layer, que mesmo mais simples comparadas a outras obras, ainda assim tem as características visuais que identificam a obra como da CLAMP, fora que ao menos nas cenas de ação existem bons detalhes. Mas a simplicidade tem sua razão, ser uma história simples e direta, algo não tão comum da parte da CLAMP.

Em Angelic Layer (AL) a protagonista é Misaki Suzuhara, uma típica garotinha bobinha e atrapalhada que descobre o jogo de luta Angelic Layer, onde é possível controlar bonecas (anjos) com o cérebro e seus donos são chamados de “deuses”. Misaki se descobre com um enorme potencial para as batalhas, vencendo desafios considerados quase impossíveis. Nesse meio tempo, acaba descobrindo ao conviver com seus amigos meios de luta que se tornam peça chave para a vitoria. E nesse meio tempo, uma figura importante aparece em sua vida no volume final.

Angelic LayerMuito do foco de AL é nas batalhas e nos momentos cômicos, não é uma história complexa de entender e de seguir a leitura. Tudo na história leva ao leitor ávido por uma leitura descompromissada a curtir a obra, mas para fãs ávidos do “modo CLAMP” de contar historias, pode ser meio decepcionante por ser simplório demais.

Angelic LayetNo final, gostar ou não de Angelic Layer vai depender do leitor. Mas para quem é colecionador e curtiu ou pretende adquirir um provável possível futuro relançamento de Chobits pela JBC, pode ser interessante conferir a obra, já que AL e Chobits são do mesmo universo, sendo Chobits de um futuro não muito distante e até algumas perguntas não respondidas em AL são respondidas em Chobits. E pra quem gosta de leitura descompromissada, divertida mas com um pouco de ação, Angelic Layer é uma boa opção.