No “universo” do mangá, Existem muitas series que recontam historias bem conhecidas do ocidente e os japoneses tem a habilidade de reconstruir essas historias de modo fantástico e até “inacreditável”, mesmo quando as historias não são nativas de seu pais. O que comprova isso é quando comparamos quando os americanos tentam recontar suas historias e acaba é deixando uma legião de fãs furiosos, como o que ocorrem em adaptações de quadrinhos para o cinema ou mesmo reboots de series clássicas.

MagiAo menos isso não ocorre na “releitura” das “1001 noites” em Magi – O labirinto da magia, mangá inesperadamente lançado pela JBC. Entenda que as aspas não foram usadas sem propósito, pois essa versão das 1001 noites é bem diferente do que você deve conhecer. O principal protagonista é Aladim, um garoto divertido e alegre que passa por grandes confusões, mas que acaba tendo a ajuda de seu gênio – Hugo, um djinn sem cabeça que sai de uma flauta magica – para auxilia-lo na luta contra ladroes e monstros. Já deve ter percebido que esse Aladim não tem nada haver com o Alladin da Disney ou das historias clássicas, já começando pela grafia do nome, o que pra mim é meio incomodo, mas foi decisão editorial da JBC em deixar assim. Nesse primeiro volume também encontramos com Ali Baba, um jovem que acaba conhecendo Aladin em uma viagem e acaba se envolvendo com ele por interesse de usa-lo junto a Hugo para auxilia-lo a conquistar uma Dungeon, um labirinto onde há muitos tesouros e muitos desafios e nesse meio tempo uma amizade começa a realmente a surgir.

MagiO grande barato de Magi é que ele durante todo o primeiro volume consegue ser agradável de ler. É muito difícil não gostar de Aladin. Ao mesmo tempo que consegue ser heróico e valente, consegue ser inocente e “safadenho” (é um grande amante de “Boobies”) e felizmente a JBC não cortou nenhuma cena onde Aladin curte, pois são situações hilárias demais para serem removidas. E o humor rola solto Magiem Magi até mesmo em momentos de ação onde Hugo entra em cena.

O traço de Magi é competente e combina com as historias, feitas pela mangaka Shinobu Ohtaka, o estilo ajuda a transmitir o humor proposto. Quanto a parte física do mangá, simplesmente tenho que dar meus parabens a JBC pela qualidade fornecida a Magi. O papel do miolo não é offset, mas nota-se que tem uma qualidade superior aos papeis comumente usados.

Por fim, deixo aqui meu conselho para aqueles que gostam de mangás de humor, COMPREM! O volume 1 de Magi – O labirinto da magia é magico o suficiente para lhe conquistar e lhe dar boas risadas.